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quarta-feira, 15 de junho de 2011

                                

   A gênese







Nossa! Que prazer, estímulo, satisfação, sensação de realização e outros inúmeros sentimentos que afloram e se misturam em uma teia gigantesca que se interligam em diversos pontos. Nada melhor que iniciar esta gênese desse blog com uma idéia abstrata, concreta e cheia de emoções, como a exemplo da arte cinematográfica. E a origem e motivação para o surgimento desse blog está plenamente ancorada no cinema, que seduz o homem a muito tempo.

Assim, a concepção desse blog é de ser um espaço de exercitação do pensar a arte cinematográfica nas mais diversas vertentes: história, produção, estética, etc. Não pretendo limitar-me, mas expandir-me na investigação dessa atividade, mergulhando nas profundezas do cinema. Portanto, este Blog "Esculpindo o Tempo" se faz como uma exercitação de procurar compreender os elementos ilimitados do cinema, bem como em trocar conhecimentos. Desse modo, comentários, sugestões, ou seja, a construção coletiva é muito bem vinda.

Quanto ao título do Blog "Esculpindo o Tempo" está calcado e se torna uma homenagem ao grande cineasta russo Andrei Tarkovski (1932 - 1986) que é o responsável por obras belíssimas como Andrei Rublev, O Espelho, Stalker, Solaris, A Infância de Ivan, O Sacrifício Nostalgia. Essas são as obras do cineasta que, como verdadeiro amante da arte, buscando-a compreendê-la em sua essência, revolucionou a estética e a forma do filme, a exemplo da beleza, simplicidade, complexidade, leveza em A Infância de Ivan.

Portanto, como devida homenagem a quem tanto tranformou o cinema, batizamos esse blog de "Esculpindo o Tempo" em referência ao seu livro "Esculpir o Tempo" que imprime as suas idéias e motivações sobre o cinema. Livro este escrito pelo próprio cineasta. E que incrível e apaixonante é você deixar se levar pelas concepções de Tarkovski que nos revela a sua compreensão sobre a função da arte em preparar uma pessoa para a morte, arar e cultivar a sua alma, tornando-a capaz de voltar-se para o bem. Que pensamento e concepção nobre! És a função da arte posta em poucas linhas, a sua espiritualidade, ou como outros queiram, a sua essência.

Aqui finalizo esse início deste Blog, deixando mais uma concepção desse artista que embora seja genial em suas análises e a exibindo-as concretamente em suas obras, muito foi incompreendido ainda em vida, mas hoje tido como obrigatoriedade de admiração e conhecimento por qualquer pessoa que queira penetrar no plano espiritual do qual o cinema se apresenta como meio condutor.

O poeta não tem nada de se orgulhar ele não é o senhor da situação, mas um servidor. A obra criativa é a sua única forma de existência, e cada uma de suas obras é como um gesto que ele não tem o poder de anular... Quando se estabelece uma ligação entre a obra e o seu espectador, este vivencia uma emoção espiritual sublime e purificadora. Dentro dessa aura que liga as obras-primas e o público, os melhores aspectos das nossas almas dão-se a conhecer, e ansiamos por sua ligação. Nesses momentos, reconhecemos e descobrimos a nós mesmos, chegando às profundiades insondáveis do nosso próprio potencial e às últimas instâncias de nossas emoções.

Um pedacinho do filme Stalker. O diálogo está em inglês.



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